terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Relógios Analógicos Me Irritam

O barulho me irrita.Dá a impressão de que o tempo esá passando em vão.Assustador.

Nem informam se é dia ou noite, tarde ou cedo, é relativo demais.Se eu quiser me trancar num quarto barnco em meio a um processo criativo, devastador e delirante?

Depois do transe preciso me situar: saber hora e data.E dia da semana.Gosto de informação sempre disponível.Disponível e silenciosa, que não requisita minha atenção segundo a segundo.




( A Persistência da Memória - Salvador Dalí)

4 comentários:

Isabel disse...

Então, falando sobre o post abaixo: eu não acho que comparar porcentagem da FUVEST x nota cobrada do aluno ao longo dos anos seja interessante. A educação brasileira, além de falha, não é uniforme quanto a isto de notas: em algumas escolas é muito fácil para o aluno tirar 10, enquanto em outras o mesmo tem que "ralar" por um mísero 5. Infelizmente, não dá para comparar - se desse, aconteceria, o perfeito (na minha opinião): os alunos entrariam na universidade pelo desempenho do ensino médio, de três anos, não pelo desempenho de uma só prova.

Aline disse...

Então Isabel, eu acredito que uma boa educação vem de muito antes do colegial, e que além de avaliar as notas quantativamente deve-se avaliar o progresso do aluno. Mas o que eu realmente quis dizer é que não acho justo que um candidato a médico, publicitário, engenheiro ou advogado que tenha uma boa noção geral e acerte mais de 70% da prova não ingresse na faculdade enquanto um pedagogo ou professor de qualquer disciplina consiga ingressar com percentuais baixíssimos como 30% da prova.
Ser exigente com os professores melhora a qualidade da educação.

Isabel disse...

Então, eu entendi a sua visão ;) O problema é que vc poder exigir muito do professor só vai ser possível quando mais pessoas quiserem seguir a carreira. Na minha sala da escola, por exemplo, nem passa pela cabeça de ninguem ser professor (pela minha até passa, mas não de colégio, e sim pesquisar para ser professora universitária). Não dá pra vc selecionar somente os melhores para cursos de licenciatura quando os alunos "top" (e até mesmo os medianos), digamos assim, preferem medicina, engenharia, direito e etc por serem profissões mais valorizadas e rentáveis. Nos primeiros dias de aula dos cursos de licenciatura, é comum ouvir "ah, pq não passei em outra coisa" como resposta a "pq vc escolheu esse curso?". Nessa questão, o buraco é bem mais embaixo.

Aline disse...

Acredito que é um círculo vicioso.Pois professores que se formam "pq não passaram em outra coisa" dificilmente serão bons professores, que estimulam seus alunos e essa falta de estímulo somada às condições precárias das salas de aula desestimlam a profissão.
Mas acredito que exigindo um nível melhor na admissão dos cursos, diminuirá o número de formadas, ocasionando uma supervalorização da profissão, o que pode levar a procura pela profissão da mesma forma que hoje existe uma busca desenfreada pelas engenharias.

Postar um comentário