domingo, 11 de novembro de 2012

Exorcismo

Fiquei doente muito tempo.
Sumi.
Abandonei os contatos com o mundo.
Mas nunca falei disso com ninguém, acredito que a maioria das pessoas q eu chamava de amigos há uns 5 anos nem desconfiem do que aconteceu.
Isso não é um pedido de desculpas, mas também não é uma acusação.
Fui tão eficiente que só meus pais e minha médica sabiam o que se passava.
Hoje estou bem, mas precisava exorcizar esse fato.

Em uma dessas sextas-feiras meu professor falava sobre Anorexia Nervosa, assim que ele começou a expor o assunto comecei a suar, fiquei branca e minhas mãos tremiam tanto que era impossível escrever.
Num dado momento ele mandou a sala resolver uns exercícios e eu comentei com ele que conhecia aquela doença de perto, ele me convidou a contar minha história.
Surpreendendo a mim mesma expus o que tinha escondido por tanto tempo e com tanto afinco.

Subi no tablado, em frente a mais de 100 pessoas e contei tudo.

A obsessão com o vestibular, o cansaço, a depressão, a síndrome do pânico, os surtos.
O quanto me sentia feia, o quanto me incomodava apontarem minha silhueta.
Os regimes absurdos, as dores de estômago, o desgaste físico e mental.
As insanidades, a solidão absurda e a vontade de morrer.

Depois de contar, o professor me abraçou a sala me aplaudiu, nunca vou esquecer esse dia.
E depois disso voltei a ser a Aline de antes, a Aline de sempre, que gosta de conversar com todo mundo, que ri, que se dá bem com as pessoas, e isso não tem preço.

Com certeza esse ano está sendo um dos melhores.

(Será que é porque o fim do mundo se aproxima? O.o)

domingo, 26 de agosto de 2012

A Teoria dos Finais Felizes

Conversando com uma amiga, ela me disse que não gosta de filmes que não terminem bem, bom, ninguém curte ficar pra baixo por causa de filme nenhum, mas o que é um final feliz?

Tem o tradicional "Felizes para Sempre", que superando desde bruxas, dragões, feitiços até vícios, egocentrismo e distância, os pombinhos se casam. Mas metade dos casamentos não acaba hoje em dia?

Os filmes de ação sempre terminam com "Missão Cumprida", aguardando nova missão, ou seja, não é uma história, é um capítulo.

Ok, incontestáveis, o problema começa agora:

E aquelas histórias que são maravilhosas, mas tem prazo de validade? Por terem terminado são menos importantes?

E os finais com mortes? A morte pode ser um alívio, uma honra, quase um prazer para quem morre por um ideal.

Pode ser hipocrisia, mas se adequar a um sistema injusto não é matar a possibilidade de mudança? De um "final feliz" tradicional?

Finais são épocas de reflexão e aceitar que uma fase acabou, deixar em aberto é não aceitar, não amadurecer, é alienação, é pior que se sujeitar, é achar que não há outra opção.

domingo, 5 de agosto de 2012

Lombrigas

Porque lombrigas?
MELDELS, NÃO SEI.

Mas sobre tudo se fala nessa humilde residência.

Férias!!

Tive ao todo 4 dias de férias, todos corridos arrumando malas para viajar.
Não descansei meu corpo um minuto.

Mas que delícia...

Viagens, competições, apresentações, balada, boliche, parque, frio, calor, ônibus, microônibus, van, pés cansados.

Realizei o sonho de estar no Festival de Dança de Joinville.
Foi lindo, mágico!

E agora... REAL LIFE!

sábado, 7 de julho de 2012

Exclusividade

Deve ser realmente interessante e desafiador voltar toda a atenção para um assunto específico da vida, seja ele trabalho, vida social, conhecimento, relacionamento.

Desafiador e tedioso, atrelar a sua felicidade a um único fator implica um estado de humor binário. O projeto pode dar certo e seu espírito ficar nas alturas, mas também pode dar errado e sua auto-estima despencar até o núcleo da terra.

Talvez os compromisso sejam difíceis de conciliar, mas o ócio é insuportável. 
falta de perspectiva se coloca como uma zona de conforto, afinal você está sobrevivendo apesar de.

Apesar dos dias, dos problemas do mundo, das falhas, do medo, você se vê preso à sua realidade de uma forma assustadora, você se mantém sem enfrentar seus pesadelos, mas enquanto se esconde, eles crescem, se agigantam e a cada dia se torna mais difícil enfrentá-los.

Pior que ter pesadelos é não ter sonhos, e pior ainda não conseguir dormir.

Ouço críticas diárias ao multitasking, mas o que seria de nós sem ele. E se tudo a que você se dedicar falhar?
E quando você se sai mal em algo em que julgava capaz?
Se isso for seu único projeto em andamento, será que se é confiante o bastante para aceitar a derrota total e continuar?

Fazer várias atividades envolve conhecer mais pessoas, participar de conversas com os mais diferentes assuntos, ser multitasking é não bitolar, é saber que existe vida fora de.

Existe vida fora da vida acadêmica, profissional, artística, esportiva, social, sentimental.

Aliás estar vivo e ser, estar e fazer algo que se imaginou.

Imagine uma cena perfeita, de preferência solitária, realize-a, seja pleno, ssentir-se dona do seu momento é um prazer indescritível.

Ser exclusivo é dedicar ao outro pensamentos que deveriam ser seus.
Os únicos planos que se pode realizar são aqueles que não dependem da oscilação de vontade de mais ninguém.

Ser feliz com os outros é ser feliz sozinho.



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sim.... MESTRA?!


Professor ou Professora, eis a questão

A função de educador geralmente recai sobre as mulheres, derivando do estereótipo que mulher tem instinto para cuidar de crianças, enquanto homens não.Na educação infantil e no ensino fundamental elas são maioria, ensinando a falar, andar, escrever, ter autonomia e iniciar o aprendizado de diversas áreas.Os professores do sexo masculino nessa faixa etária, quando existem, lecionam atividades como educação física, informática, música, que apesar de também importantes não são obrigatórias a rigor.
Ou somente nos últimos anos do ensino fundamental surgem alguns raros ensionando as matérias mais "convencionais".Nos colégios e cursinhos pré-vestibulares em contrapartida, eles são maioria quando não totalidade.Coincidentemente, a remuneração do professor aumenta conforme cresce a idade de seus alunos, sendo os professores dos cursinhos muito melhor pagos que as professoras da creche ou do pré-primário por exemplo. 
No Brasil para ser apto a lecionar legalmente, é necessária uma formação em pedagogia para ensinar crianças pequenas e uma faculdade com licenciatura para o restante dos alunos da escola formal, ou seja, a professora de história do 6º ano estudou o mesmo que um professor da mesma disciplina, mas que ensina no colégio, embora seus salários sejam discrepantes.
É preciso ver aí a presença do machismo, primeiro com o mito de que homens não são capazes de cuidar de crianças pequenas, daí a ausência deles dos primeiros anos de ensino; segundo que quanto mais anos de estudo tem o aluno mais preocupa-se com o desempenho em questões de vestibulares e concursos públicos, então o ensino deve ser mais sério, mais rígido e mais conteudista, além do que o professor de cursinho precisa exercer sua autoridade sobre uma classe maior, precisa controlar a aula, precisa impor respeito e ser respeitado.
Evidencia-se o fato de que quando uma mulher leciona, principalmente rapazes e homens adultos, ela não impõe respeito, não tem sua autoridade respeitada.Isso é um sintoma social, de que de maneira geral, o sexo masculino se recusa a estar posicionado hierarquicamente inferior à uma mulher.
Vejam os cursos técnicos, os cursos mais conceituados, quantas professoras há?
Falta de interesse feminino em lecionar?Falta de capacitação? Não, improvável.O machismo da nossa sociedade, agindo implicitamente? Pode apostar que sim.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Paulistices

Estar a 1 km do seu lugar favorito, mas nunca ter tempo para ir visitar.

Ver um book fotográfico de uma noiva, uma manifestação vegan com direito a muitos efeitos especiais, conversar com um hare krishna, ver uma bateria de samba, encontrar aquelas revistas que não se acham em mais lugar nenhum, tomar o melhor frapuccino do mundo.

Isso só acontece na mais paulista das avenidas...