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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Vamos Jogar um Jogo?


Temos como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, particularmente é uma época que atrai muito a minha curiosidade,

 ~SÓ EU a diferentona
 a contextualizada historicamente
 a aliada
 a preciosista
 biógrafa do Hitler

 (ok, isso já está saindo de moda, mas foi impossível resistir)

Um filme muito completo apesar da ausência de romance, apesar de não passar no teste de Bechdel. 
Mas venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2015.

Tem um quê de Teoria da Conspiração, tem quem não goste (embora eu não entenda como).

Diferente dos filmes comuns sobre Guerra, essa produção se passa nos bastidores, onde um grupo de mentes brilhantes da criptografia foram designados para quebrar o código de uma máquina alemã chamada Enigma, que muda diariamente o algoritmo de decodificação. 
A solução de Alan Turing é tentar construir uma máquina que decifre as mensagens interceptadas antes do novo código ser estabelecido, com a tecnologia da época parece uma Missão Impossível, extremamente interessante. Há ainda a personalidade introspectiva do matemático, o convívio com a suspeita de espionagem de todos os envolvidos, a relação conflituosa com o exército. 
Alan era homossexual e sua melhor amiga, Joan Clarke, foi única mulher a trabalhar no projeto, mas apesar de sua contribuição foi praticamente esquecida até esse filme.

O filme discute ainda a questão dos segredos, a violência e ainda passa pela Inteligência Artificial. Ladies and Gentlemen assistam com carinho à gestação do pai dos computadores.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Mais gentileza? Sim, obrigada!

"Não julgue um menino pela cara." Essa semana tive o prazer de ler um livro chamado "Extraordinário" da escritora Raquel Jaramillo Palacio. Mal consegui dormir enquanto estava lendo. O tipo da história que todos devíamos ler, para sermos pessoas melhores, enxergar os outros como verdadeiramente iguais. Em tempos de Tinder e outros aplicativos do estilo prateeleira de pessoas esse livro mostra os pensamentos mais pessoais de um menino que nunca foi aceito pelo mundo, nunca foi visto como um igual. É a história de um menino de 10 anos, August Pullman que irá começar a frequentar a escola. O motivo da entrada tardia na escola normal é que August é portador da Síndrome de Treacher-Collins, se submeteu a diversas cirurgias e até essa idade ele estudava em casa com os pais. Se posso dar um conselho é: leia o livro antes de procurar imagens no Google da síndrome. Essa condição causa alterações na face, na estrutura do crânio, faz com que o rosto dessas pessoas seja diferente do convencional. Infelizmente ao ter conhecimento dessa síndrome temos o péssimo hábito de reduzir a pessoa a aquela condição. E porque o livro é absurdamente fantástico? POrque é uma ode à gentileza. Porque conta a história de diferentes pontos de vista: de August e como ele se sente, do que ele se priva; Olivia a irmã mais velha de August que fica em segundo plano e se isola; dos amigos de August na escola, vários deles e como lidam com a diferença. Aliás Olivia é um exemplo de gentileza, carinho, alguém que protege o irmão, mas também tem conflitos, também não quer ser reduzida à condição do irmão. Por outro lado é uma história sobre uma criança de 10 anos que brinca, faz lição de casa, briga com os pais, é fã de Star Wars e quer fazer amigos. Também fala das dificuldades nos detalhes, da evolução da Síndrome, dos medos de coisas que aos outros parecem banais. É um livro absurdamente leve, divertido, gostoso de ler. Coisas tão pequenas como tomar um sorvete sobre uma perspectiva única. Leia o livro, se identifique um milhão de vezes com Auggie e depois veja imagens da Síndrome. Na verdade somos todos muito parecidos. E por favor, nunca, nunca, nunca olhe com espanto, grite, aponte, olhe duas vezes.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Todas as Teorias

Se o filme é Capitu, o livro é Bentinho.



Existem diversas definições de arte, uma das mais interessantes é que arte é tudo aquilo capaz de provocar reações a quem é exposto a ela. Talvez não todos os tipos de reações.
Aliás,  objetos que são um fim em si mesmos e não provocam reações significativas também costumam ser chamados de entretenimento.

Falando nisso...,
Qual o limite entre a arte e o entretenimento?

Stephen Hawking é ateu convicto e acredita que "Deus não joga dados com o Universo".
Ironicamente a ciência é incapaz de fornecer uma explicação para a sobrevivência de vida dele.

A Teoria de Tudo é um livro fascinante, a melhor parte é que ele se mostra uma obra de arte excepcional segundo aquele conceito pois levanta tantos questionamentos em tantas esferas que deve ser degustado e digerido lentamente, caso contrário pode-se perder diversas nuances.

Falar da capacidade de superação do professor Hawking seria nada mais que um clichê...

(a propósito um clichê que a Academia de Cinema ama e que proporcionou o Oscar de melhor ator a Eddie Redmayne, falando em clichê também podemos citar a romantização do personagem principal e o clássico primeiro encontro no baile da faculdade)

...então que tal falar sobre outras questões interessantes sobre o protagonista?

A incapacitação física torna o ser humano mais frágil ou a habilidade de lidar com a deficiência o torna mais resistente?
A longevidade de Stephen seria a prova de que a mente pode triunfar sobre o corpo e/ou que a religião pode sobrepujar a ciência?

Uma ironia: mesmo com 73 anos o cientista não mostra o menor sinal de diminuição em suas capacidades mentais, ao contrário de sua condição motora.

Tal como o filme, falamos até agora do que concerne ao professor, mas tal como o livro podemos analisar os acontecimentos da perspectiva de Jane:

(aliás Jane Wilde Hawking possui um PhD, fato desnecessariamente omitido)

O quanto é saudável ou não dedicar sua vida inteira ao bem-estar e sucesso de outra pessoa obtendo em troca pouco ou nenhum reconhecimento?
Até que ponto uma pessoa é socialmente obrigada a cuidar de outra?
O sentimento de culpa mesmo quando racionalmente injustificado pode levar alguém à insanidade?


Em tempos de redes sociais o limite entre vida pública e privada tem se tornado cada vez mais difícil de estabelecer, por outro lado, durante uma considerável parte da vida do casal existia um grande esforço para esconder as dificuldades físicas e financeiras passadas pela família.

Se a situação da ELA (aquela do desafio do balde de gelo) fosse melhor conhecida na época, os Hawking teriam mais apoio? Ou comover a opinião pública diminuiria o mérito do cientista?
Ou ainda, o quanto as doenças degenerativas ainda são desconhecidas?

Os espaços públicos estão preparados para receber o indivíduo com qualquer tipo de deficiência?
Se imagine de muleta (por exemplo) enfrentando sua semana de aulas na Politécnica.
Todos os prédios têm rampas e elevadores e banheiros adaptados?
Seus locais de aula são próximos um do outro?
As pessoas estariam dispostas a auxiliar?
Você se sentiria diminuído por depender de ajuda?


Além de todos esses questionamentos existe toda uma abordagem do trabalho de Stephen feita por Jane (uma pessoa sem nenhuma formação em exatas), não se espante em reconhecer termos das aulas de Física do biênio, e de uma maneira interessante!

A grande (e mais sentimental) pergunta que restará ao ler e assistir A Teoria de Tudo é:
Qual sentimento era maior: o de Jane por Stephen ou de Stephen pela Física?




PS: Se você gosta de música clássica ou instrumental precisa ouvir a trilha sonora do filme! Principalmente as músicas: The Theory of Everything; Cambridge, 1963; Cavendish Lab; The Whirling Ways of Stars That Pass; Epilogue; The Origins of Time e The Wedding.
(Na verdade é melhor ouvir todas porque são fantásticas!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

FILE

WTF is FILE?

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica!
Em exposição na Galeria de Arte SESI - SP e também na fachada do edifício da FIESP e nas estações Trianon-Masp e Consolação do Metrô.

Ok, vc respondeu onde mas não respondeu o que. GENIUS

Então, sabe o que é? É que são muitas coisas sendo uma coisa só.

Ahn? Seja mais específica criatura!

Bom, é um negócio artístico, cozido lentamente em interatividade, uma xícara de videogame, uma pitada de literatura, talvez um pouco de dança...

Dança? Clássica? Contemporânea? Street?

Na verdade não é exatamente uma dança de pessoas, tem dança de luzes, de espelhos, tem de pessoas e máquinas gerando duplicatas, tem dança de gente e luz, tem dança de plástico contra e com a física.

Mas tem joguinho?

Muitos! De joystick, touch, realidade virtual...

Realidade Virtual??? E eu posso interagir?

Mas é claaaaro que sim! Tem realidade fixa com vc parado, em movimento pendular, em pé, sentado, tem vc entrando na tela e pessoinhas saindo da tela também!

E música? Só gosto de arte se for música...

Calminha, tem música eletrônica experimental do mundo inteiro, tem instrumentos que se toca só piscando os olhos e um mega painel enorme com dezenas de botões que apertados simultaneamente tocam instrumentos distintos e criam melodias e ritmos diferentes!

E até quando vai funcionar?

Bom, aí depende. A exposição na Galeria de Arte acontece todos os dias das 10h as 22h até 16 de agosto, o FILE Led Show e o FILE Metrô  só até 19 de julho.

E quanto custa?

Nada! Nadinha! Niente! Nothing!
\o/

Como assim vc ainda não foi????


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Séries V: Laranjinha Básico

Atenção!
O post abaixo contém muitas (entendeu bem? Muitas) palavras-com-hífen-que-não-existem-mas-que representam-direitinho-uma-ideia, se você é um preciosista da Língua Portuguesa não leia em hipótese alguma!




O tema de hoje é:

Rufem os Tambores!


ORANGE IS THE NEW BLACK





Honestamente?
É a série mais ponto-fora-da-curva que eu já vi!
Baseada no livro Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison de Piper Kerman.

É a história de uma Barbie: linda, loira, rica, noiva, prestes-a-se-casar-com-o-homem-da-vida-dela que de repente se vê na prisão culpada de participação num cartel de tráfico internacional de drogas.
Absurdo, né?
Bom, a Piper (sim, a autora do livro) se envolveu com uma moça (uau! ela é bi, tirem os moralistas da sala!) que pediu para que essa carregasse uma mochila com dinheiro, delatada pela ex 10 anos depois do ocorrido Piper está presa.

Sabe aquela história de sexo-frágil, doce-meiga-feminina, mulher-musa, Amélia-é-que-era-mulher-de-verdade? Esqueça! 

O sistema presidiário americano em que as presas podem trabalhar em troca de redução de pena, estudar, aprender uma profissão, participar de atividade me parece muito mais próximo de conseguir reabilitar as condenadas do que o sistema brasileiro deixa-apodrecer-como-sardinha-em-lata.

As personagens são diversas, extremamente diversas, brancas, negras, latinas, hetero, homo, bi, cis, trans, budistas, evangélicas, católicas, muito jovens, adultas, meia-idade, bem idosas, casadas, noivas,deficientes mentais, doentes,separadas, mães, traficantes, assassinas, assaltantes, stalkers, viciadas, estelionatárias, mentes criminosas, motoristas de fuga, "cabras expiatórias". Cada personagem tem sua história, seus motivos, todas são profundas, intrigantes.Além das presidiárias conhecemos suas famílias, todo o jogo político, burocracia, desvio de verba, tudo.

A série mostra guardas estuprando, corrompendo e subjugando prisioneiras, presas demarcando território, esquema de tráfico, extorsão, cenas de violência, cenas em que não se vê mulheres.
Também trata de maternidade, sexo, aborto, vaidade, negócios, armas, poder, dinheiro, dominação, territórios, é a típica série que, se fosse estrelada por homens, faria mais sucesso que Prison Break, 24 Horas e Breaking Bad juntos.Enfim...

É preciso ressaltar a brilhante atuação de Laverne Cox como Sophia Burset, é empoderador ver uma mulher trans negra representando uma mulher trans, sem estereótipo, uma visão íntima, é uma personagem como qualquer outra, de quem conhecemos a história, os medos, os desejos, as ambições, é impossível não se apaixonar por ela!


Resumo da ópera:

BRACE YOURSELF!TERCEIRA TEMPORADA IS COMING!


Em junho de 2015, tá ?
;)


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Série IV: Éssi-Ví-Iú

"No sistema judiciário criminal, crimes de caráter sexual são considerados especialmente hediondos. Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives que investigam esses terríveis delitos são membros de um esquadrão de elite, conhecido como a Unidade de Vítimas Especiais. Estas são as histórias deles."



Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais, exibida desde 1999 é derivada da série Law & Order, mas com outro recorte. Essa série trata de estupro, abuso sexual, pedofilia, pornografia infantil.Já está na 16ª temporada e continua sendo um grande sucesso da TV estado-unidense.

É extremamente interessante pois mostra duas maneiras da justiça lidar com casos de estupro por exemplo, quando há uma criança envolvida há uma comoção nacional, pressão da mídia, mais recursos são disponibilizados e tudo gira em torno de prender o culpado por violar a inocência, em contrapartida quando trata-se de estupro de uma mulher adulta faltam recursos, as pessoas não colaboram, a mídia não pressiona, a vítima é desacreditada.

O jogo jurídico envolve fazer o júri acreditar que a vítima é mentirosa, imoral e portanto a acusação seria falsa, cria-se uma imagem de bom moço/pai de família do estuprador e faz-se acreditar que um homem tão bom jamais cometeria tamanha atrocidade. A atuação dos advogados e promotores é brilhante, muitas vítimas desistem de denunciar para não serem atacadas na rua, por medo do agressor, para não mancharem a imagem da família/universidade/empresa/cidade.

Outro destaque é a detetive Olívia Benson, protagonista da série que lida com problemas familiares, relacionamentos amorosos, a questão carreira X maternidade, o machismo institucional. Outro ponto bastante interessante é que qualquer descontrole emocional, ataque raivoso dos detetives/policiais homens é tido como normal/compreensível/justo/necessário para a profissão e muitas vezes o homem que o demonstra é tido como verdadeiramente envolvido em seu trabalho, enquanto que qualquer sombra de emoção de uma profissional mulher é motivo para desqualificá-la e desmerecê-la da função.

Se você é uma daquelas pessoas que reagem com "não pode ser verdade...", "isso jamais aconteceria na vida real!", "ela deve estar inventando!", "mas ele não é um monstro/doente/psicopata!" fica o convite para assistir este seriado, as tramas são excepcionalmente bem feitas, a verossimilhança é inacreditável, o enredo é complexo, cheio de cenas de ação, julgamentos emocionantes, só se prepare para viciar!


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Séries III: Pista Fria

Boa madrugada amiguinhos!
Não, não é o Programa da Palmirinha, só mais uma edição da Série de Séries!
Então pegue sua pipoca, bolacha, pão de queijo, sorvete e/ou qualquer coisa que vir pela frente e Come On!


Tenho um fraco, uma queda por séries/livros/filmes policiais, gosto da lógica dedutiva e principalmente daquela sensação aconchegante de "a justiça foi feita", "o bem triunfou sobre o mal", "o crime não compensa" ou qualquer outro clichê do gênero.

A dica de hoje é a série Cold Case, ou Arquivo Morto produzida pela Warner Bros e exibida entre os anos de 2003 e 2010 perfazendo 7 temporadas. É uma série interessante onde um crime é solucionado por episódio e as tramas pessoais dos personagens se desenvolvem ao longo dos episódios.

O diferencial dessa série é que aborda casos esquecidos, casos com mais de 10 anos, abandonados por falta de provas. Geralmente surge uma pista encontrada nos pertences de um parente falecido, arquivos pessoais abandonados, peças que surgem na mídia sem explicação, o arquivo é reaberto e os envolvidos são procurados.

Algo muito interessante é que por se tratar de crimes as vezes muito antigos, muitas das testemunhas estão idosas e deixaram de dar importância a status ou reputação ou temem chegar ao fim da vida com certos arrependimentos e revelam segredos constrangedores, sendo possível levar a cabo (trocadilho de mau gosto) a maioria dos casos.

Diversos temas são abordados e mostram a diferença de valores e mentalidades entre as gerações, como por exemplo não poder dizer na época da investigação que havia traição entre os pais, pertencia à uma banda, ter um relacionamento com alguém de classe social ou etnia diferente, uma virgindade perdida antes do casamento, muito me nome da honra e do prestígio da família.

O caráter da maioria dos crimes é extremamente pessoal e próximo às vítimas, desfaz o estereótipo do desconhecido a noite num beco escuro, expõe a baixeza do ser humano de forma crua, inveja, ira, cobiça, sentimento de possa, não saber ser contrariado. Além é claro da oportunida de acompanhar as linhas escusas de raciocínio dos envolvidos nos crimes.


Um último fator que faz a série menos estereotipada é a diversidade dos personagens, não são todos homens-branco-heteros-cis donos do mundo que sabem resolver tudo sozinhos com sua arma-de-última-geração e nenhum respeito pelas regras, aliás em vários episódios destaca-se o quanto julgamentos precipitados, ações impulsivas e individualistas podem prejudicar a ação policial.

Extremamente interessante.
Recomendo fortemente.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Loucas Por Clichê

Nessa terça-feira dia 13 (só pelo dia já dá pra imaginar a bomba) tive o desprazer de assistir à comédia de nome "Loucas Pra Casar".Detestei, acho que ri de uma piada e curti os últimos 5 minutos.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS!

Vamos começar pelos pontos positivos: protagonistas mulheres, boa produção, belíssima fotografia, presença de um gay e uma lésbica em papéis de destaque, cenários muito bonitos.
Acabou.
Juro!
A lista de coisas boas acaba aí!


A personagem principal Maria Lúcia, tem 40 anos e seu maior sonho é casar-se com o namorado Samuel com quem trabalha.
Maria Lúcia ou Malu mostra-se como uma mulher "perfeita pra casar": magra, bem-sucedida, organizada.

Primeiro, a meta dela é ser perfeita pra casar, perfeita pra agradar homem, muito, muito clichê.
E "ser bem-sucedida" é ser secretária do marido presidente da empresa, não sócia, não colaboradora, secretária, daquelas que planejam a agenda e tudo. É isso que é ser bem-sucedida, jura?

Desconfiada do marido, ela descobre duas amantes: a fanática religiosa Maria e a dançarina de boate Lúcia, e elas decidem primeiro se estapear, xingar, puxar pelo cabelo e disputar o homem em questão.

SÃO DUAS HORAS DE OFENSAS, AGRESSÕES ENTRE TRÊS MULHERES ADULTAS DISPUTANDO UM HOMEM QUE AS ENGANOU!!!

As principais críticas são quanto à virgindade de uma, à liberdade sexual da outra e à idade supostamente avançada da terceira. E temos um festival de piranha, vadia, vagabunda, etc, etc, etc.
Simplesmente deplorável.

Lúcia tem um amigo gay, extremamente afeminado, puro reforçar de estereótipo.

Malu tem uma melhor amiga lésbica de nome Dolores que tem um envolvimento com uma moça chamada Sulamita que é transexual, o que é motivo de chacota por parte de todos que conhecem a história, como se Dolores tivesse sido "enganada" por Sulamita, pura transfobia.

Duas cenas me incomodaram bastante:

A primeira mostra Malu falando das amigas que casaram, ela vai falando de uma a uma: a mais romântica, a mais safada e ela fala que até a Cibele casou! Só reforça a ideia que mulheres são competitivas, que não existe amizade verdadeira entre mulheres.
Deplorável.

A segunda cena mostra um chá de bebê onde todas as amigas de Malu estão grávidas e todas só sabem falar de bebês, choro, parto normal, etc, etc, o que é extremamente tedioso para Malu, a única não-grávida que fica nervosa e reclama um monte daquela situação. O problema é que no contexto em que é apresentada, Maria Lúcia está apenas despeitada, não que essas conversas sejam enfadonhas (não... Imagina!), é só que Malu está com inveja, porque tudo que uma mulher quer é ser mãe, mais clichê.

Resumindo: puro desperdício de tempo e dinheiro.

Se vc gosta de clichês, mulheres disputando homem, sendo invejosas e competitivas, e de um humor raso e batido, divirta-se, caso contrário faça qualquer outra coisa da sua existência.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Séries II: You Wanna Be a Loser Like Me?!

Escrevi aqui no blog quando me apaixonei por glee, foi a primeira série que acompanhei loucamente, foi no final de 2009. (uau! quanto tempo!)




A sexta temporada desta belezinha está para estrear este mês e provavelmente será a última (Chuif), tem 121 episódios até agora.

Glee é uma série sobre um coral de escola formada pelos excluídos, perdedores, LOSERS, aqueles que começam o dia sendo jogados na lixeira, enfiados no armário, tendo a cabeça colocada na privada, o material derrubado no chão, levando raspadinha no rosto, sendo perseguidos, ofendidos, humilhados e sentindo-se sortudos quando são sumariamente ignorados.

É o mundo dos Losers! Mas quem são? Onde vivem? Como se reproduzem?
 (Sexta no Globo Repórter, oh wait..)
Loser é o diferente, nesse universo colegial, loser é o cadeirante, a oriental gótica, a negra e gorda, a judia ambiciosa, o gay, o professor substituto de Espanhol.

Num primeiro momento parece uma receitinha batida: Colegial, capitã-das-cheerleaders-namora-capitão-do-time-de-futebol-americano, a divisão entre classes, a exclusão dos diferentes, o medo do processo de admissão das universidades, o fracassado coral da escola, o bullying, nada de mais.

Mas a série é excelente e absolutamente diferente de qualquer outra coisa que eu já vi (como se isso fosse grande coisa, mas enfim), a série é um musical onde cada episódio é temático, e a abrangência é absurdamente fantástica, a série vai de AC/DC a Britney Spears, passando por Beyonce, Beatles, Ozzy Ousborne, Madonna, Michael Jackson, Elvis, Jay-Z. Vai de clássicos de musical como O Fantasma da Ópera até Katy Perry, é assustadoramente variado.

Até aqui parece bem interessante, mas calma lá, na minha humilde opinião (humilde, aham, a criatura faz um blog pra que todo mundo possa ver o que ela pensa e vem pagar de humilde, oh céus) é a exposição da hipocrisia e os muitíssimos pontos de vista que a série mostra.

Desenvolva, Aline, Desenvolva.

A treinadora obcecada por perfeição (Normal), a capitã-das-cheerleaders-que-namora-capitão-do-time-de-futebol-americano quer ser a Rainha do Baile de Formatura (Normal), o professor substituto que ajuda os alunos excluídos (Normal). Clichê, clichê e mais clichê.

Mas o que acontece quando a presidente do clube de castidade fica grávida? E quando o gênio-da-turma-de-família-oriental-de-excelência-acadêmica resolve estudar Dança em vez de Medicina? E se a capitã-das-cheerleaders foram uma portadora de Síndrome de Down que não leva desaforo? E se a menina negra e gorda se recusa a emprestar a voz para uma modelo padrão fazer sucesso? E se a menina mais cobiçada da escola for lésbica? E se a loira-linda-e-burra for convidada a integrar a equipe de Matemática do MIT? E se a moça-linda-tímida-e-perfeita for filha da merendeira obesa da escola?

E o meu questionamento favorito: E se uma rapaz cis-hetero se apaixona por uma loira deslumbrante num chat na internet mas descobre que a foto é fake e aquela pessoa de quem eles está tão próximo e provavelmente apaixonado é aquela jovem transexual que todo mundo exclui?

A série escancara o tempo todo como as pessoas e as instituições  são despreparadas para receber o diferente, em qualquer nível de diferença, seja ela étnica, religiosa, sexual, deficiências físicas e intelectuais, diferentes nacionalidades. Fala sobre álcool, sexo, anorexia, bulimia, loucuras que os adolescentes fazem para cumprir expectativas do grupo ou da família.

Glee é olhar o outro mais de perto, é genial.

Segue a trilha sonora dos meus momentos LOSERS:
(Uhuuuuuuuul!)



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Séries I: Era Uma Vez ...


Once Upon a Time




Uma viagem pelos contos de fadas, personagens que não sabem quem são misturados com dramas adultos. Diversas conexões entre as histórias, das mais fantásticas. É uma série envolvente. Diversos vilões, diversos mocinhos, gerações de histórias.

Emma Swan é a filha da Branca de Neve que foi salva num guarda-roupa (fuck you acordo ortográfico) construído por Gepetto para devolver a memória aos seres fantásticos. Fora do mundo mágico, sem memória, supostamente órfã comete vários pequenos delitos e tem um filho, o pequeno Harry, que vive grudado em seu livro de Contos de Fada, quando mãe e filho vão juntos para Storybrooke, Harry começa a fazer associações.

A série com certeza passa no teste de Benchel, em todos os episódios, a heroína principal é mãe solteira, a coadjuvante é sua mãe, as vilãs principais são a madrasta da Branca de Neve (mãe adotiva de Harry). Muitas personagens femininas de diversas naturezas: meigas, frágeis, guerreiras, feiticeiras, mocinhas, vilãs.

Bônus: em várias oportunidades é a princesa quem salva o príncipe e encara aa aventuras. 
Super!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Série de Séries!!!

Não de Taylor,  nem Fourier, bem Fibonacci!  E sabe porque?
Finalmente férias!!!
Finalmente séries!!!
Bom, antes de tudo, já escrevi um post sobre meus personagens de infância/juventude.
Meus não, minhas e meus.
E olha,  foram muito importantes em diversas fases da vida, oois eu vi defeitos neles que eu também tenho e ver que personagens podiam  admiráveis mesmo com nossos defeitos sempre me deu ânimo. Preservou o mínimo da minha auto-estima.
Por exemplo a dificuldade em fazer amigos da Bela, da Hermione Granger, do Peter Parker, fazer da boneca a melhor amiga com a Narizinho. E eu pensava: "Eles são legais,  mesmo sem amigos,  então tudo bem eu não ter amigos também! "
Bom, nesse ponto sou muito sortuda,  fiz dos livros e da minha imaginação meus melhores amigos,  e olha,  deu certo.
Mas depois desse lero-lero todo, vamos ao que interessa!!! Finalmente as mulheres começaram a ter espaços,  a ter séries!
E os próximos posts serão sobre as melhores séries que passaram pir esse par de olhos verdes e míopes nos últimos tempos!
Enjoy! ;)